DERMATOLOGIA

Na Clínica Iandê você conta com um atendimento interdisciplinar onde a Endocrinologia alia-se à Nutrição, Dermatologia, Ginecologia e Fisioterapia para melhor atender suas necessidades, de uma maneira individualizada e integrada.

A Endocrinologia e Metabologia é a especialidade médica que estuda e trata os distúrbios relacionados aos hormônios que, produzidos por glândulas endócrinas e por diversos outros órgãos, são responsáveis por regular uma infinidade de funções do organismo, tais como: gasto e armazenamento energético, reprodução, formação e renovação óssea, manutenção da temperatura corporal, crescimento e desenvolvimento, dentre outras.

As principais doenças tratadas pela Endocrinologia são: obesidade, diabetes, tireoide, doenças da hipófise, osteoporose, alteração do colesterol e triglicerídeos, doenças da glândula suprarrenal, excesso de pelos, distúrbios de crescimento e de puberdade, andropausa e alterações de ciclos menstruais.

IMPLANTES HORMONAIS OU CHIPS

O implante hormonal pode ser indicado como anticoncepcional, no tratamento dos sintomas da TPM e da menopausa e como benefícios pode combater a celulite, aumentar a massa muscular e favorecer o emagrecimento. É um pequeno dispositivo colocado sob a pele, com hormônios encapsulados que são liberados diariamente e em pequenas quantidades por períodos variáveis dependendo do hormônio utilizado. Duram de 6 a 12 meses com a vantagem de não demandar uso diário, evitando esquecimento e consequentemente diminuindo o risco do não uso do hormônio conheça quatro hormônios utilizados nos implantes:

Estrogênio

O estradiol é o principal hormônio sexual feminino e a sua reposição com implantes deve ser feita após a avaliação individualizada da paciente, de acordo com seu histórico e análise dos riscos e benefícios. A reposição se dá de acordo com os níveis sanguíneos do hormônio obtidos na fase proliferativa do ciclo menstrual, de preferência entre o 10º e 12º dia. 

Na menopausa, a sua indicação pode aliviar os desconfortos como os fogachos.  Os riscos são menores na primeira década após a menopausa, ou até os 60 anos. A dosagem deve ser feita alguns dias após a suspensão de qualquer outro tipo de reposição hormonal. Os implantes em não-fumantes duram cerca de um ano. Cada implante contendo 50 mg libera cerca de 4-5 mcg de estradiol por dia.

Não deve ser utilizada em mulheres com trombose, câncer de mama e/ou endométrio, derrame (AVC), doença cardíaca coronariana ou doença ativa aguda no fígado. 

Nestorone (Elcometrina)

Nestorone é um implante que inibe a ovulação, a menstruação e a TPM por seis meses. Indicado também para tratar sintomas do climatério, endometriose, ovários policísticos, hirsutismo e miomas. Durante os primeiros três meses de uso, 50% das pacientes podem sangrar irregularmente. No segundo trimestre, o sangramento diminui para 30%. 

O nestorone pode ser associado a outros implantes hormonais, principalmente na menopausa. Pode ser utilizado também no período de amamentação como contraceptivo e utilizado em concomitância a outros implantes hormonais de acordo com o objetivo do tratamento.

Testosterona

A testosterona é o principal hormônio masculino e também está presente no organismo da mulher, em menor quantidade. 

Nas mulheres a reposição hormonal em associação do estradiol com testosterona se faz com base nos níveis sangüíneos de testosterona total. 

Nos homens a terapia de reposição de testosterona se dá quando os níveis do hormônio estão baixos, com redução da libido e alterações na ereção. O implante subcutâneo é executado sob procedimento do tipo ambulatorial com anestésico local na região do implante e o curativo local que deve ser mantido por 24 hs. A duração estimada dos implantes de testosterona é de 12 meses, podendo haver variações de acordo com o caso.  

A reposição de testosterona não está associada a aumento de câncer de próstata, porém não deve ser realizada em paciente com diagnóstico desta patologia. A testosterona estimula nos rins a produção de eritropoietina, hormônio que estimula o aumento de células vermelhas do sangue, as hemácias, podendo ocorrer elevação do hematócrito (percentagem dos glóbulos vermelhos). A Endocrine Society sugere interromper a reposição de testosterona se o hematócrito >= a 54%.

Gestrinona

A gestrinona é um hormônio que inibe a ovulação e a menstruação. Indicada para o tratamento da TPM, adenomiose, endometriose, miomatose, anemia e mastopatias, hipertrofia uterina, menopausa, baixa da libido, perda de massa muscular e de massa óssea.

O implante hormonal de gestrinona, conhecido como chip de beleza.  proporciona às mulheres, melhora na disposição, aumento da libido, interrupção das menstruações, ganho de massa magra e redução na gordura corporal e a celulite. Porém pode causar queda de cabelos, acne, irritabilidade, ganho de peso e aumentar o risco de trombose. É necessário equilíbrio e bom senso para indicar os implantes e definir as doses ideais. 

A gestrinona, também associada ao estrogênio, pode ser utilizada em pacientes cuja reposição hormonal na menopausa com estradiol e testosterona está produzindo repetidamente espessamento de endométrio.

OBESIDADE

A obesidade é uma doença crônica e de tratamento complexo, cuja a prevalência vem aumentando nas últimas décadas. No Brasil, mais da metade da população tem excesso de peso. A causa da obesidade é multifatorial: genética, hormonal, ambiental e emocional. A presença da obesidade aumenta o risco do surgimento de outras doenças como diabetes, hipertensão arterial, apnéia do sono, dislipidemia (alteração do colesterol), esteatose hepática (gordura no fígado), doenças articulares e vários tipos de câncer. Além de contribuir para transtornos de autoimagem e discriminação nos relacionamentos pessoais. Por essas razões, é fundamental um tratamento seguro e eficaz, que promova não só a perda de peso como a manutenção a longo prazo e a qualidade de vida.

O tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar individualizada para cada paciente e uma profunda modificação do estilo de vida, por toda a vida, incluindo: dieta, atividades físicas, qualidade do sono, psicoterapia, medicamentos nos casos mais graves e até a cirurgia quando necessário.

DIABETES

O Diabetes Mellitus é caracterizado pelo aumento de glicose (açúcar) no sangue. A insulina, hormônio responsável por levar a glicose do sangue para as células,  pode estar deficiente, não conseguir realizar seu efeito adequadamente (resistência insulínica) ou ambos. Há vários tipos de diabetes, sendo os mais comuns: Tipo I: Acomete principalmente crianças, adolescentes e adultos jovens. Tipo II: mais frequente em adultos de meia-idade e está relacionado ao excesso de peso, ligado ao sedentarismo e maus hábitos alimentares, além do histórico familiar. O tratamento precoce com modificações de estilo de vida e medicamentos e o acompanhamento regular com o endocrinologista, permitirão que a pessoa portadora de diabetes possa levar uma vida praticamente normal e sem restrições para suas atividades.

DOENÇAS DA TIREÓIDE

Tireóide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço, responsável pela produção de hormônios fundamentais ao funcionamento de todo o organismo. Embora as mulheres sejam as mais acometidas, tanto homens como crianças podem apresentar distúrbios da tireóide. Doenças tireoidianas: Hipotireoidismo: deficiência de hormônios tireoidianos. Hipertireoidismo: produção exagerada de hormônios tireoidianos. Bócio e nódulos: a tireóide pode apresentar nódulos ou estar difusamente aumentada, chamada de bócio. Câncer de tireóide: quando apresenta nódulos malignos. A precocidade no tratamento é a chave para uma maior chance de sucesso terapêutico.

DOENÇAS DA HIPÓFISE

O nosso sistema nervoso central regula a secreção da maioria dos hormônios e várias funções vitais estão sob seu controle como, o ritmo de sono e vigília, controle do apetite, comportamento sexual, controle do volume de diurese, reações de estresse, crescimento e desenvolvimento, lactação, dentre outros.
Duas estruturas merecem destaque: o Hipotálamo e a Hipófise e dentre as várias doenças hipofisárias, destacamos: hiperprolactinemia (aumento da Prolactina), doença de Cushing (excesso de cortisol), acromegalia (excesso de hormônio do crescimento – GH), diabetes insipidus (deficiência de hormônio antidiurético – ADH) e tumores hipofisários não produtores de hormônio.
O tratamento para os casos de deficiência, faz-se com a reposição hormonal. Nos casos dos tumores, pode-se indicar a cirurgia ou tratamento com medicação.

OSTEOPOROSE

A osteoporose é uma doença esquelética que se caracteriza pela diminuição de massa óssea. O osso torna-se mais frágil e suscetível a fraturas, mais comuns em coluna vertebral, quadril, punho e pelve. Ocorre mais frequentemente em mulheres na pós-menopausa.

Para tratamento e prevenção, além de cálcio e vitaminas, podem ser usadas medicações antirreabsortivas - que diminuem a perda de massa óssea e pró-formadoras - que estimulam a formação de massa óssea.

A vitamina D é essencial para o tratamento e prevenção da osteoporose, pois promove a absorção de cálcio, nutriente necessário para o crescimento normal dos ossos. É muito importante manter os níveis adequados de vitamina D no sangue, pois quando se encontram baixos, passam a representar um risco para fraturas, afetando diretamente a mineralização óssea, a força muscular e o equilíbrio.

COLESTEROL

Colesterol e triglicérides são os principais lipídios encontrados no sangue, importantes para o funcionamento do organismo. O colesterol contribui para a formação de hormônios esteróides (como o cortisol e hormônios sexuais) e de ácidos biliares. Os triglicérides são uma das principais fontes de energia alimentar e a alteração em seus níveis, contribui para a aterosclerose - acúmulo de placas de gordura nas paredes das artérias que junto com coágulos no sangue, podem obstruir as artérias e provocar doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral (“derrame”).

O tratamento, em geral, é baseado em dieta, atividade física e uso de medicamentos que deverão ser escolhidos pelo médico para reduzir o risco de futuras complicações cardiovasculares.

DOENÇAS DAS GLÂNDULAS ADRENAIS

As adrenais são duas glândulas localizadas próximas aos rins. Produzem vários hormônios: cortisol, adrenalina, noradrenalina, hormônios e esteróides como testosterona e estradiol, dentre outros. Podem ser acometidas por distúrbios genéticos ou adquiridos, causando problemas hormonais, como: nódulos adrenais, desenvolvimento puberal precoce e hipertensão arterial patológica (feocromocitoma, síndrome de Cushing e hiperaldosteronismo).

O tratamento é bastante complexo, depende do tipo de transtorno ou da sua causa específica, mas de uma forma geral, compõe-se do uso de medicamentos, reposição hormonal e nos casos indicados, tratamento cirúrgico.

AUMENTO DE PELOS (HIRSUTISMO)

Crescimento excessivo de pelos em regiões específicas do corpo da mulher como face, tórax, abdômen, face interna das coxas, períneo, região lombossacra e glútea. Além do excesso de pelos, pode haver alteração do timbre de voz e queda excessiva de cabelos (alopécia). O hirsutismo pode ser de causa ovariana (síndrome de ovários policísticos), adrenal (deficiências enzimáticas) ou idiopática (sem causa definida pela ação dos hormônios).

O endocrinologista investiga e propõe o tratamento adequado e individualizado, podendo utilizar contraceptivos orais ou medicações que antagonizam o hormônio masculino.